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Uma viagem ao interior de nós. Lugares de origem, resgate das raízes.
Caminhos trilhados na infância e agora repetidos na vida adulta.
Desbravar o sertão da nossa história é, antes de tudo, uma viagem sensorial.
Imagens, cheiros, sons e sabores.
Paradas na estrada regadas a cheiro de café com tapioca.
Caminhos seguidos com lembranças em forma e sabor de peta, “bulim”, biscoito, mariola.
Olhar a janela, ver a paisagem, as pessoas... Olhares que se cruzam e criam perguntas “Para onde se vai?” e “para onde se fica?”.
Uma casa, uma praça, uma plantação. Um pensamento:
Quem dera fôssemos como a cana de açúcar: sempre a se transformar.
Ora volátil feito cachaça.
Ora dura feito rapadura.
Ora doce feito garapa.
Ora livre feito açúcar’’