xilo

A xilogravura é o ponto de partida do inverno 20 da MARINA BITU. Desde
que chegou ao Brasil, a arte assumiu novas formas e passou a ilustrar o
universo cheio de imaginação e cultura do povo nordestino. E, buscando
conhecer mais sobre o seu processo e valorizar o fazer manual brasileiro,
a designer viajou de Fortaleza (CE) a Bezerros (PE) para conhecer de perto
o trabalho de J. Borges, um dos maiores xilogravuristas da história.
xilogravura para a coleção, que traz ainda o crochê como trabalho
manual de destaque. Elemento já característico do trabalho da marca, o plissado faz referência à sanfona que embala todo o nordeste ao som do
forró.

Na estamparia, matrizes originais do artista J Borges carimbam a
organza, transferindo a tinta que molha a madeira para o tecido. Em um
processo único, complexo e rico, as superfícies têxteis são eternizadas com
a obra do artista pernambucano.


Nesse inverno, MARINA BITU aposta em uma silhueta repleta de
sobreposições e tops oversized combinadas a calças e saias, túnicas
fuídas em comprimentos diversos e vestidos amplos que trazem
movimento e leveza à coleção, através de tecidos como georgette,
organza, chiffon de seda pura e tricoline de algodão.


Para compor o styling do desfile, micro e maxi bolsas de madeira
recobertas por couro e ornamentadas com tachas em ouro fazem
referência às malas de retirantes e ao trabalho dos seleiros sertanejos. Os
brincos, confeccionados em madeira de reaproveitamento, são
esculpidos um a um, manualmente pelo designer e artista plástico Nelson
Oliveira. Nos pés, chinelos de couro traduzem a simplicidade do nosso
povo.